Cruzeiro impõe sua força, cala a Arena e abre vantagem nas quartas da Copa do Brasil

Cruzeiro impõe sua força, cala a Arena e abre vantagem nas quartas da Copa do Brasil
Fotos: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Em Belo Horizonte, no dia 28 de agosto de 2025, o palco do clássico embate foi a Arena MRV, e quem saiu feliz do duelo foi a Raposa. O Cruzeiro deu uma aula de eficiência, venceu o rival Atlético-MG por 2 a 0 e abriu boa vantagem nas quartas de final da Copa do Brasil. A derrota deixa o Galo em situação delicada e coloca Cuca sob pressão, onde a sobrevivência na competição depende de uma virada convincente.

Fortaleza celeste: zaga sólida, gols e controle

Num clássico que misturou tensão e emoção, o Cruzeiro, dirigido por Leonardo Jardim, saiu muito mais competente. “Equilibrado, eficiente e com o ataque em grande fase, o Cruzeiro calou a Arena na noite desta quarta-feira (27)”, resumiu o site Central da Toca.

O primeiro tempo foi de estudo — o Atlético pressionou, mas esbarrou em uma defesa atenta comandada por Fabrício Bruno e Lucas Villalba. A marcação anulou Hulk e travou as investidas laterais de Arana e Scarpa. Mesmo assim, foi apenas no segundo tempo que o 

Cruzeiro liberou o jogo: aos 4 minutos, Fabrício Bruno fez um lindo chute de fora da área, mandando direto no ângulo, um verdadeiro golaço.

Com a vantagem obtida, a equipe celeste começou a controlar o ritmo. Aos 19 minutos, após um escanteio, Bruno fez um desvio de cabeça, e Kaio Jorge, livre na pequena área, marcou o segundo gol.O artilheiro mostrou faro de gol e permitiu que a Raposa deixasse a Arena com vantagem clara e moral reforçada.

Atlético-MG: bom primeiro tempo, queda e diagnóstico preocupante

Cruzeiro vence Atlético-MG na Copa do Brasil
Foto: Reprodução/ Redes Sociais

‘Se o Cruzeiro saiu de campo confiante, o Galo teve uma queda brusca. Segundo o ge, “Atlético-MG sucumbe após primeiro gol, e Cuca precisa tirar mais por sobrevida na Copa do Brasil”. O primeiro tempo indicou equilíbrio: o time de Cuca teve boa posse, criou chances com Hulk e Scarpa, mas faltou capricho para abrir o placar.

Aos 4′ da segunda etapa, o chute de Fabrício Bruno explodiu o equilíbrio. A partir daí, o Galo se desconfigurou. Passes errados, desgaste psicológico e desarmonia tática pintaram o restante da partida. Aos 18′, o segundo gol celeste, em mais uma falha defensiva, praticamente selou o destino atleticano.

A derrota expôs a fragilidade do time de Cuca: são seis derrotas em 11 jogos, um retrospecto que acende luzes vermelhas e aumenta o descontentamento interno e externo.

Cuca no olho do furacão: sobrevivência, pressão e escolhas imediatas

A análise objetiva dos números confirma a instabilidade no Galo. A derrota prejudica o objetivo de se classificar para as semifinais da Copa do Brasil. A partir de agora, sobreviver exige ajustes rápidos, não só táticos, mas também emocionais. No GE, já se discute que “Cuca precisa buscar mais sobrevida na Copa do Brasil”.

A torcida externou insatisfação intensa: vaias, críticas e falas duras após o apito final. O treinador, por sua vez, admitiu que precisa reverter esse cenário, mesmo sem cronogramas definidos. “Não tenho prazo e nem certeza de que as coisas vão melhorar”, foi sua declaração repleta de peso e sinceridade.

O contexto é real: o Galo tem apenas a Sul-Americana como possível salvo-conduto para conquistar algo consistente em 2025. No Brasileirão, a recuperação parece distante — a mais realista meta agora é buscar um lugar no G-6 e reentrar na Libertadores do ano que vem.

Duelo de atléticos, destino distinto

O Cruzeiro retorna ao Mineirão com vantagem, ânimo elevado e ambição reconstruída. Mais do que vencer, o time impôs estratégia e eficiência fora de casa, nos quais foram ingredientes fundamentais para chegar longe em mata-matas. O elenco comandado por Jardim mostrou que, quando acertado, sabe sufocar qualquer adversário.

O Atlético-MG, por sua vez, agora terá duas semanas para transformar a derrota em motivação. O revés do clássico revelou deficiências técnicas, emocionais e estratégicas — e a sequência não espera por conserto lento. No Mineirão, os olhos estarão em Cuca e sua capacidade de reação.

A Copa do Brasil vai seguir em ritmo acelerado, e se o Cruzeiro teve a noite, o Galo precisará transformar suas manhãs e tardes em esperança, porque ser grande também é saber levantar após cair de forma rápida.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Lagoa News

Compartilhe este artigo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *