Na manhã desta sexta-feira, o torcedor atleticano amanheceu com uma notícia determinante para o futuro da equipe. Trata-se do desligamento do técnico Cuca, que após a derrota por 2 a 0 no clássico contra o Cruzeiro, na Arena MRV, teria sido comunicado na quinta-feira sobre sua demissão. O treinador tinha contrato até o fim de 2026.
A despedida
O técnico, que passou por cirurgia no ombro direito e compareceu ao Centro de Treinamento com o braço imobilizado, se despediu dos jogadores diante de cenas emocionantes. Em nota oficial, Cuca afirmou: “Entendo a demissão. Acho que ela se justifica pelos últimos resultados no Campeonato Brasileiro. Infelizmente, perdemos jogadores importantíssimos… Agradeço a todos… Queria ser campeão novamente com eles. Tinha muita expectativa na Copa Sul-Americana…”
Na sua última passagem, foram 45 partidas oficiais comandando o time em 2025 — com 22 vitórias, 11 empates e 12 derrotas. Mesmo assim, o ex-técnico continua como o mais vitorioso da história do clube, com títulos como a Libertadores (2013), Brasileiro (2021), Copa do Brasil (2021) e o mineiro deste ano.
Diretoria busca solução imediata: Sampaoli, Caixinha ou Zubeldía?

A demora não é uma opção: a diretoria já colocou três nomes na fila para assumir o comando o mais rápido possível. Jorge Sampaoli, Pedro Caixinha e Luis Zubeldía estão na prancheta dos avaliados .
Sampaoli é o nome que agrada parte da torcida, pelo estilo visceral e ofensivo. No entanto, sua passagem anterior pelo Galo não foi unanimidade internamente, o que causa um certo incômodo na diretoria.
Zubeldía, por sua vez, tem passagem recente pelo futebol brasileiro, foi técnico do São Paulo até a reta da Copa do Mundo de Clubes. O argentino levou a LDU ao título da Copa Sul-Americana e conhece bem o futebol brasileiro. Para muitos, pode representar uma “virada de chave” necessária neste momento.
O terceiro nome no radar é o português Pedro Caixinha, que treinou o Santos neste ano, mas foi desligado após três tropeços seguidos no Brasileirão. Antes disso, esteve quase dois anos no comando do Bragantino, onde oscilou entre bons e maus momentos com o time paulista.
Vestiário vira campo de trabalho tático
Com Cuca já fora do comando técnico, a responsabilidade agora cai totalmente sobre Lucas Gonçalves, auxiliar fixo do clube. Ele assumirá o comando interinamente no domingo, quando o Galo enfrentará o Vitória, em Salvador, pela 22ª rodada do Brasileirão.
A parada entre os jogos é estratégica: são dez dias até a volta contra o Cruzeiro, pela Copa do Brasil, em 11 de setembro no Mineirão. Um tempo curto que irá gerar muita pressão sobre o clube Mineiro, que vai tentar reagir a todo custo.
Transição crítica que preocupa
A saída de Cuca simboliza não só conquistas expressivas com o Galo, mas também reflete diversas oscilações recentes, principalmente nessa edição do Campeonato Brasileiro, onde a equipe alvinegra segue numa corda bamba entre Libertadores e Sul-Americana.
Os dirigentes buscam opções no mercado com experiência no futebol brasileiro, já que o calendário proposto pela CBF é um fator bastante crucial para a escolha. Enquanto isso, o elenco terá que lidar com a atual instabilidade e demonstrar primordialmente apoio ao interino.
O desafio agora
O novo técnico, seja quem for, terá missão clara: encaixar o time rápido, trazer confiança e assegurar que a Sul-Americana e a vaga na Libertadores não escapem após uma quarta-feira conturbada. O próximo clássico e o futuro próximo do clube estão em jogo, e cada decisão pode ser decisiva.